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Uma maneira diferente e particular de observar o mundo

Flávio Oliveira estreia na literatura com “Pequenas Histórias de Luz e Som“. O escritor, que é cego, leva o leitor a experimentar um novo olhar por meio dos seus textos sobre cenas cotidianas, passagens da infância e paisagens. 

Flávio Oliveira reuniu 48 textos que mostram uma maneira diferente de observar o mundo. São pequenas narrativas de auto-ficção concebidas por meio da sua memória, experiência e imaginação. Formado em História, mestre e doutor em Educação pela UFMG, atualmente, Flávio é professor da rede municipal de Belo Horizonte e um ativista atuante dos direitos humanos de pessoas com deficiência. E tem mais. Flávio é músico amador e praticante de corrida de rua. E claro, um leitor dedicado.

A escritora e professora de Teoria da Literatura e Literatura Comparada da Faculdade de Letras da UFMG Maria Esther Maciel assina o texto de orelha. “Valendo-se de uma linguagem ora feita de sutilezas, ora modulada pela dicção coloquial ou por um tom reflexivo, o autor extrai “Pequenas Histórias de Luz e Som” reúne crônicas do cotidiano do autor e ativista Flávio Oliveira, deficiente visual

de suas vivências a principal matéria-prima para as histórias, sempre atento ao que se passa ao redor e ao que permanece do passado como lembrança”, escreve.

O último texto de “Pequenas Histórias de Luz e Som” configura-se como uma verdadeira lição de braille (sistema de escrita tátil utilizado por pessoas cegas ou com baixa visão). Ao longo das páginas, são descritas várias cenas voltadas para a experiência da perda da visão do narrador, reminiscências, imagens e pensamentos. 

Sobre o autor

Flávio Couto e Silva de Oliveira tem 54 anos e nasceu em Vacaria (Rio Grande do Sul), mas há 50 anos vive em Belo Horizonte. Sua incursão pela literatura lhe rendeu, em 2000, o primeiro lugar na categoria ensaio do concurso nacional de literatura Cidade de Belo Horizonte, com o trabalho, “Signos e Aprendizagem nas Memórias de Músicos Cegos”. 

Em sua tese de doutorado, Flávio estudou os efeitos da educação musical escolar por meio do canto coletivo em escolas primárias, durante as décadas de 1920 e 1930. Possui artigos e capítulos de livros sobre educação musical, aprimoramento dos sentidos e cidadania, publicados no Brasil e no exterior. 


Fernando Armando Ribeiro na Quixote-Do:

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